Nos últimos tempos o mercado de clareadores de pele tem registrado um aumento significativo em países africanos, onde alguns consumidores de cosméticos adoptaram por padrões de beleza que exaltam peles mais claras e brancas.
Segundo uma pesquisa feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o sector prevê um crescimento económico que deve atingir cerca de 15,7 bilhões de dólares até 2030. Com base nesta pesquisa, a Lux apresenta-lhe os países africanos com maior índice de consumo de produtos clareadores.
A Nigéria é o país que lidera o consumo de clareadores no continente com cerca de 77% das mulheres a usarem, deixando as autoridades locais em alerta, devido aos riscos de saúde que os clareadores podem causar.
Logo a seguir está o Congo-Brazzaville, actualmente República do Congo, é o segundo país com mais consumidores de cremes clareadores, possuindo cerca de 66%. Tendo Senegal com 50%, Gana 39%, África do Sul 32%, Zimbabwe com 31,15% e Mali 25%, salientando que as maiores consumidoras são as mulheres.
Segundo especialistas a constante procura por estes produzidos deve-se a crença de que a pele clara traz vantagens sociais e profissionais, o que leva a um padrão de beleza discriminatório.
No entanto, os danos causados por esses produtos são cada vez mais evidentes. A OMS alerta que: “Muitos cremes contêm hidroquinona, corticosteroides ou mercúrio, substâncias que, em excesso, causam dermatite, danos renais e até envenenamento. A pele clareada também fica mais fina, dificultando a cicatrização”.